Divulgamos a publicação do artigo “Ondas de financeirização do imobiliário no Brasil: três ciclos de abertura de capital das empresas de incorporação e as transformações no setor (1996-2020)”, resultado de uma colaboração entre o INCT Produção da Casa e da Cidade e o INCT Labplan.
De autoria de Carlos Alberto Penha Filho (USP) e Beatriz Mioto (UFABC), integrantes do INCT Labplan, em coautoria com Beatriz Rufino (USP) e Vinicius Nakama (USP), ambos pesquisadores do LabHab/INCT Produção da Casa e da Cidade, o artigo foi publicado na Espaço e Economia – Revista Brasileira de Geografia Econômica.
O estudo identifica três grandes ciclos de abertura de capital das incorporadoras brasileiras, entre 1996 e 2020, e analisa como esses movimentos expressam ondas de financeirização que reconfiguraram o setor imobiliário. A partir de dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), B3 e materiais divulgados pelas empresas, os autores demonstram como os fluxos de capital, as joint ventures e as transformações macroeconômicas consolidaram uma plataforma de valorização financeira que redefiniu a produção do espaço urbano no país.
Leia o artigo completo em: https://journals.openedition.org/espacoeconomia/30372

Título: Ondas de financeirização do imobiliário no Brasil: três ciclos de abertura de capital das empresas de incorporação e as transformações no setor (1996-2020)
Autores: Carlos Alberto Penha Filho, Beatriz Rufino, Vinicius Kuboyama Nakama e Beatriz Tamaso Mioto
Publicado em: Espaço e Economia – Revista Brasileira de Geografia Econômica, Ano XIV, número 29
Resumo:
A atuação das incorporadoras ganhou destaque na literatura crítica a partir de meados dos anos 2000, em razão da expressiva capitalização do setor na bolsa de valores. Esse movimento, entretanto, não se limitou a esse período, sendo sua dimensão cíclica pouco explorada na literatura. Este trabalho examina a configuração de três ondas de capitalização no setor imobiliário brasileiro: 1995-1996, 2005-2010, e 2020. À luz das transformações econômicas globais e nacionais, objetiva-se compreender como estas ondas se articularam ao processo de financeirização e impulsionaram transformações nas estratégias empresariais e territoriais. A metodologia, de natureza quali-quantitativa, apoia-se em pesquisa bibliográfica e análise de dados secundários de instituições financeiras públicas e privadas. Os resultados evidenciam a capacidade das incorporadoras de se adaptar a diferentes contextos econômicos, em especial via articulação com o Estado, com impactos diretos na produção do espaço urbano.
Palavras-chave: incorporadoras; finanças; mercado imobiliário; economia.